quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Índio para quem precisa

Analisando a sociedade brasileira atual, é notória a substituição do índio pelo homem moderno, tecnológico e globalizado. Adequando-se ao modo de vida da maioria das nações do mundo, o Brasil não soube qual finalidade dar àqueles que aqui encontrou há 500 anos.

Desmatar, queimar, explorar. Em suma, devastar a moradia dos índios se tornou uma atividade comum, porque aquele que o faz esquece que além de meros moradores daquelas regiões, são também humanos. E onde uns veem suas vidas e as de seus filhos, outros só conseguem enxergar investimentos e lucros. O enfoque do problema reside no fato de que o mundo está acostumado a mover seus egos por dinheiro. E é por esse dinheiro que o índio perdeu seu papel, massacrado por uma sociedade que não soube incluir formas diferentes de cultura.

É importante ressaltar que o índio de hoje não é mais aquele nativo de 500 anos atrás. Ele se modernizou. Não no mesmo ritmo do país, mas ao passo que sua realidade permitiu. A edição de março da revista Superinteressante trouxe uma reportagem que nos mostra a importância do índio em diversos aspectos sociais, principalmente na medicina. A exclusão dessa cultura seria um crime contra a nação, pois os avanços no campo médico estão seguindo bastante apoiados em técnicas e medicamentos indígenas.

Dessa forma, é interessante concluir que o Brasil é um país que possuiu em sua formação grande participação indígena. Excluí-lo ou querer implementá-lo ao meio urbano e/ou tecnológico gera distúrbios, não benefícios. A melhor solução para o problema seria a reorganização do setor agrário, que foi o principal predador de áreas indígenas.

Igor de Castro Chieregato

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